13 de junho de 2015

Receita: Fettuccini Doce do Papai

Todos os sábados faço o almoço dos meus filhos. Sempre experimento receitas novas e improviso bastante no tempero.

A receita abaixo nasceu num dia que eu queria fazer algo "doce" e rápido. O resultado final foi surpreendente.

Ingredientes:

  • Meio pacote de Fettuccini
  • Um sachê de molho de tomate sabor "tradicional"
  • Meia caixinha de creme de leite
  • Um dente de alho
  • Um pimentão amarelo grande
  • Uma colher de sopa de margarina ou manteiga
  • 100ml de água
  • Sal e azeite
Preparação:
  1. Coloque a água para ferver, salgue a gosto e coloque um pouco de azeite
  2. Pique o pimentão em cubinhos com não mais do que 1cm
  3. Na panela do molho, refogue o alho picado e a manteiga
  4. Assim se subir aquele cheiro gostoso coloque os cubinhos de pimentão de uma vez na panela do molho. Mexa um pouco e abaixe o fogo.
  5. Coloque a massa na panela com água se ela já estiver fervendo.
  6. Quando os cubinhos de pimentão já tiverem soltado um pouco de água e ficaram menos duros -- quase al dente -- despeje o molho de tomate.
  7. Quando o molho de tomate começar a borbulhar, despeje o creme de leite. Mexa muito bem até o molho ficar com uma cor rosé uniforme.
  8. Adicione os 100ml de água. Mexa bem para "soltar" o molho. O molho vai esfriar.
  9. Assim que o molho borbulhar novamente, desligue o fogo. Está pronto.
  10. Espere até a massa ficar do jeito que você gosta. Desligue o fogo e escorra a água.
Não adicione sal ao molho. Você vai perceber que ele ficou levemente adocicado. Esse era o objetivo. Os cubinhos de pimentão devem estar bem macios e saborosos. As crianças que não gostam de "salada" não vão nem percebê-los.

Add-ons:
  • Você pode fazer com só meio pimentão amarelo grande e adicionar um tomate inteiro também picado em cubinhos.
  • Se a ideia for servir só entre adultos dá para enriquecer o tempero com pimenta do reino, sal e orégano. Mas ai você define as quantidades.

18 de março de 2015

Resposta ao Esquerdismo de Sofá

Texto de Fabio Christianini
 
Quer me chamar de coxinha, paneleiro, elite branca, bebedor de black Label (parabéns pra esse último Q é sensacional!!!)... Ok!!! Acho até divertido...

Mas faz um favorzinho pro seu país antes:

Emprega alguém!!! Na CLT!!! Paga tudo direitinho!!! 


Pega TODO o seu $ e coloca na sua ideia... No seu negócio!!! 

Pega um financiamento com a maior taxa de juros do mundo e arrisca seu pescoço na sua iniciativa...

Aluga um escritório ou uma loja! 


Compra um estoque! 

Corre o risco de verdade!
 

Se o governo tirar o incentivo para o consumo, não desanima... Pega outro empréstimo, com a maior taxa q o mundo moderno já viu!!! 

Paga os juros do primeiro empréstimo com outro empréstimo!!! E vai com fé na sua idéia!!!

Paga o décimo terceiro e as férias do seu funcionário!!! Sem vender merda nenhuma em dezembro... Janeiro... Fevereiro... nem no carnaval q todo mundo para de trabalhar ou na Copa das Copas q te deu 12 dias úteis num mês corrente...


Paga mais pros teus fornecedores já q seus custos aumentaram devido à energia, gasolina e dólar... Mas diminui seu preço pra tentar ser competitivo numa economia recessiva...


Acaba com sua eficiência!!! Tenta fazer com q uma estrutura enxuta seja perene. Mas não consegue já q seu cliente está quebrado e não pode te pagar mais... E corre o risco de quebrar, perdendo todo o $ q investiu...


Fez tudo isso??? Então beleza!!! Me chama do que quiser... Vc é um herói e não me interessa qual partido apoia!! Tem meu respeito!!!


Não fez nada disso é pensa q pode falar sobre patrão e empregado, classes sociais, oportunidades e exploração da cadeia produtiva...


Desculpa... Pensa de novo!!!

13 de dezembro de 2014

Script for the 2016 Giro D’Italia Promo Video

Movie starts with grandson and grandfather pushing their bikes uphill in a countryside landscape

Grandson: “Nonno, is it true that you rode all this when you were younger?”

Grandfather grins and answers: “Yes, indeed. I rode all this and many other places when I was young. I rode endless flatlands…

A series of images of Italian landscapes are played while grandfather describes them to his grandson

“…visited historical places all over the country, climbed very steep hills in hot days, but also went through ice and snow. And I really liked that.”

Scene turns to the boy to show his amusement with his grandfather’s story

Grandson: “Wow, and you did that all by yourself?”

Grandfather grins and answers: “No, my dear one, I was never alone…”

Sequence of scenes is played with footage of past editions of the Giro indicating the grandfather was flashbacking to when he was a professional rider

“…I rode them with many other riders, some of them were my team, some were not. There were a lot of people standing alongside of the road cheering for us, so we would never give up, we should be going faster and faster. You know… I remember we were all here in this very hill, all the cheering, shouting, and I could only think about one single thing.”

Sequence stops

Grandson and grandfather arrive at a small cabin on the right side of the road and stop at the door steps

Grandson: “And what was it?”

Grandfather: “I will show it to you. Come inside.”

Scene cuts to a room inside the cabin decorated with bike parts, old cycling photographs, medals and trophies.

Grandfather opens a drawer and pulls out a pink colored cycling jersey and holds it opened in front of the child

Grandfather: “La Maglia Rosa”

Grandson: “Wow, cool! Can I have it?”

Grandfather grins: “No, no… this one is mine. But if you really want your own, you have train really hard…”

Sequence of scenes of contemporary Giro editions showing renowned riders in action

Grandfather: “…climb many mountains, fight the wind, the rain and the cold. Oh, and the cold will test your bravery, your grit. Only a true passionate rider can cross the finish line with his arms raised and be honored with the cheers from the crowd. It has always been like this. Winning makes us what we are. This is our code as riders of the Giro.

Sequence cuts to the grandson

Grandson: “The Giro?”

Grandfather: “The Giro D’Italia”

Camera cuts to the child’s eyes as they fade into the eyes of a grown up young rider with a helmet on. As the camera moves away it is possible to see it is a rider charging the pedals uphill along with a peloton of other riders.

Scene switches to another flashback in which the rider remembers his grandfather holding the pink jersey in front of him

Scene returns to current time when the rider passes by the same old cabin where he had first contact the pink jersey

Rider grins for brief moment as he keeps pushing harder and harder until the peloton is dropped from his wheel.

Final scene: rider is still charging up on his pedals while taking a tight hairpin. As he leaves the hairpin camera opens and shows the finish line with many fans cheering on both sides of the road for a supposedly stage winner and Maglia Rosa contender.


The end

16 de setembro de 2014

Bye, Notch


Esta é uma semana interessante para quem gosta de assuntos relacionados a empreendedorismo, M/A e afins. Foi noticiado que a Mojang, empresa criadora do jogo Minecraft, está sendo adquirida pela Microsoft. Imediatamente pensei no Notch, fundador da empresa e um dos principais desenvolvedores do jogo (não nessa ordem). Fiquei imaginando o que a Microsoft teria a oferecer para ele nesse momento. Talvez oferecesse uma posição de destaque dentro da companhia, algo como o que o Google fez com o Guido van Rossum: contratou um ícone, uma referência de peso para mostrar ao mercado a intenção da empresa em investir cada vez mais na qualidade dos produtos que desenvolve.
 

ele
  
Mas não foi isso que aconteceu. Em um post relativamente depressivo -- na minha opinião -- Notch declarou que seu tempo como desenvolvedor associado à Mojang e ao Minecraft acabou. Sim, acabou. Assim que o deal com a Microsoft for concretizado, Notch se desligará da empresa para, no máximo, se dedicar a "pequenos experimentos na web". E se esses experimentos "decolarem", já adianta que os interromperá imediatamente.
As soon as this deal is finalized, I will leave Mojang and go back to doing Ludum Dares and small web experiments. If I ever accidentally make something that seems to gain traction, I’ll probably abandon it immediately.
 Tudo indica que o desenvolvedor vai receber o dinheiro da venda da empresa e aposentar-se de qualquer trabalho mais sério. Isso para mim é algo inédito. O que vejo por ai é justamente o contrário. O líder da empresa adquirida continua atuando no novo cenário a partir de um novo patamar e, no caso do Notch, dada sua projeção social na Internet, imaginei que ele seria um possível porta-voz de uma revolução dos games na Microsoft. Não vai acontecer.

Será que o sucesso e a popularidade confundiram seus sentimentos? Será que Notch precisa de férias e só? É difícil saber agora, mas tenho quase certeza de que voltaremos a ter notícias sobre ele em breve.

http://notch.net/2014/09/im-leaving-mojang/

http://en.wikipedia.org/wiki/Markus_Persson

https://twitter.com/notch

31 de maio de 2014

Alinhando

Antes de mais nada, gostaria de alinhar uma coisa com você: fazia tempo que não percebia nas minhas andanças por ai um vício de linguagem tão presente.

Só para alinhar isso, o vício é esse bendito verbo "alinhar".

Não importa a situação, o motivo ou a necessidade, sempre alguém irá dizer que algo precisa ser "alinhado". Mas será que é essa a ideia?

O uso mais comum talvez seja agendar uma reunião para então, claro, alinhar algumas coisas. Mas há quem peça ao outro para alinhar coisas sozinho no maior estilo: "Vá e alinhe-se!"

Será que queremos tanto alinhar as coisas assim? Será que a base de todo trabalho é o alinhamento?

Sempre acreditei que o uso desse verbo fosse mais comum em duas situações. Quando era necessário "alinhar expectativas", que acontecia quando uma parte comunicava sua expectativa à outra parte e vice-versa.

O outro uso, que para mim é até coerente, é o "alinhamento de discursos". Sim, é sempre bom ir a uma reunião com os discursos alinhados. Se o seu produto faz "A", é melhor que o seu colega de empresa não diga que o produto faz apenas "B", e assim por diante. Alinhamento, neste caso, cria uma imagem de profissionalismo e treinamento das pessoas.

Porém, a criatividade está em alta. Vamos alinhar tudo, mas acabamos alinhando quase nada. Vejamos.

"Você poderia entrar em contato com ele para alinhar isso?"

Alinhar o que? Talvez você queria que eu comunique algo a ele. Ou, conserte algo do seu interesse. Ou ainda, responda suas questões. Tire suas dúvidas... sei lá.

"Vamos nos reunir na semana que ver para alinharmos."

Quem sabe vamos discutir a solução de algum problema. Vamos criar algo novo? Por que não alterar uma decisão tomada anteriormente? Ou ainda, entendermos o que está acontecendo; para onde a empresa caminha.

Será que as pessoas andam tão limitadas assim? Será que estamos passando por um período de racionamento verbal? Ou será que usar um único verbo num contexto onde pessoas inteligentes trabalham é suficiente para o entendimento das coisas?

Talvez usar mais verbos seja ruim, cafona ou "coisa de gente velha". Não sei. Mas prefiro ter certeza do que as outras pessoas pensam e, principalmente, do que querem.

E parece que o "racionamento" gera outros problemas justamente por promover discursos tão imprecisos. Aposto que estes aí buscando "alinhamento" no dia a dia o fazem porque faltou entendimento básico sobre a ação em si, sobre o que se quer ou o que se espera do outro.

"Estamos com problemas porque faltou alinhamento lá atrás!"

Sério? *risos* Ou será que não faltou criar, criticar, coordenar, solicitar, buscar, firmar, comprar, vender, organizar...? O que, afinal, precisava ser feito?

Estamos alinhados?