5 de novembro de 2008

ColaLife e o poder das redes sociais

Há mais ou menos 20 anos, Simon Berry trabalhava na Zambia como assistente social quando teve um insight. Se era possível comprar uma garrafa de Coca-Cola em qualquer lugar do mundo, inclusive em áreas remotas da África, porque não utilizar todo esse potencial logístico para distribuir medicamentos?

Um quarto das crianças africanas morre até os cinco anos de idade vítima de desidratação e diarréia. Os medicamentos que previnem e tratam essas doenças são abundantes, portanto, baratos. Na época, Berry imaginou que o engradado que transporta as garrafas de Coca-Cola poderiam acomodar também uma garrafa de soro fisiológico ou medicamento. Infelizmente a idéia não agradou quem decidia na empresa.

Hoje em dia a situação é bem diferente. O pessoal da ColaLife percebeu que a facilidade de comunicação e organização nas redes sociais permitiriam unir pessoas capazes de tocar a diante essa iniciativa. Através do Facebook e outras redes sociais o movimento já conta com 6000 representantes, e agora busca ONGs com capacidade de executar o plano em larga escala.

Lembro que há 10 anos li numa edição da Wired uma reportagem sobre um grupo de São Francisco (EUA) que conseguiu organizar uma passeata local inteiramente via email. Hoje, no mínimo 6000 pessoas ao redor do mundo planejam usar a capacidade logística de uma empresa ícone do capitalismo para salvar crianças na África. É... acho que dá para ver uma certa evolução aqui.

via Spingwise.

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