2 de dezembro de 2009

Falando em CMMI

CMMI é uma sigla em inglês para Capability Maturity Model Integration. Trata-se de um modelo de melhoria contínua que busca elevar a qualidade e a produtividade dos processos de uma empresa.

O modelo e suas práticas resultaram do esforço de diversos profissionais de diversos setores (privados e público) ligados ao SEI - Software Engineering Institute - da Universidade Carnegie Mellon (EUA).

A função do modelo é servir de guia para a organização que quer alinhar seus processos com as "melhores práticas" de mercado, tendo-se como premissa que tal alinhamento irá resultar em ganhos de desempenho.

Apesar de ter nascido no campo da engenharia de software, o modelo é genérico e portanto permite abstrações em qualquer tipo de empresa e segmento. A premissa para adoção do modelo é a existência de processos formais na organização.

O CMMI possui um framework chamado CMF onde são agrupados "áreas de processo" (process areas) por afinidade ou relevância. Conforme a empresa vai adotando esses processos, ela pode se enquadrar numa escala de níveis que vai do 1 ao 5. Ao contrário do que se pensa, o enquadramento em um nível mais alto não faz de uma empresa melhor que outra em nível mais baixo, mas apenas que a primeira fez escolhas que envolvem melhoria de processos diferentes da segunda. Do ponto de vista de atingimento de objetivos ou desempenho geral da empresa, o nível de maturidade não é uma base coerente para comparações.

A versão 1.2 do CMMI possui 22 "áreas de processo" (process areas).

Há também os "modelos" (models) dentro do CMMI, são eles: Development, Acquisition e Services. Para quem trabalha com desenvolvimento de software os modelos mais interessantes são Development e Services, pois o primeiro trata dos processos de desenvolvimento de produtos e serviços, e o segundo dos processos que viabilizam a prestação de serviços tanto para clientes internos como externos à empresa. Em um mercado onde software, infra estrutura e serviços são combinados na forma de "soluções", os modelos Development e Services apresentam um bom apoio para a operação que busca melhoria contínua.

Ao contrário que muitos pensam, empresas não podem ser certificadas em CMMI, apenas avaliadas (appraised). Essa avaliação pode servir para vários objetivos, entre eles a própria melhoria interna dos processos, ou atender uma exigência de um cliente, ou até mesmo com finalidade mercadológica na busca de vantagem competitiva.

Muitas empresas alinham seu nível de maturidade (maturity level) com o porte e a complexidade de suas operações. Empresas pequenas normalmente se enquadram nos níveis 1 e 2, e vão incorporando mais processos ao passo que sua operação cresce. É sabido que não é economicamente viável para uma empresa de pequeno porte criar processos suficientes para o enquadramento em nível 5. Os custos de introdução e manutenção desses processos podem diminuir significativamente a margem operacional da empresa.

Algumas referências

CMMI no Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Capability_Maturity_Model_Integration
Áreas de Processo no Wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Process_area_(CMMI)
Modelo de Desenvolvimento: http://www.sei.cmu.edu/library/abstracts/reports/06tr008.cfm
Modelo de Compras: http://www.sei.cmu.edu/library/abstracts/reports/07tr017.cfm
Modelo de Serviços: http://www.sei.cmu.edu/library/abstracts/reports/09tr001.cfm

Nenhum comentário: